O Pintassilgo – (Goldfinch) conta a trajetória de Theo Decker, (interpretado por Oakes Fegley e Ansel Elgord) que perdeu a mãe em um atentado terrorista ao museu Metropolitano de Nova York. Na explosão, Theo é incentivado por um estranho a salvar um dos quadros – O Pintassilgo, de Carel Fabritius. Além do quadro, Theo também recebe do homem misterioso um anel com brasão de sua família.

Após a trágica morte de sua mãe, Theo fica sob custodia da Sra. Barbour (Nicole Kidman), mãe de um de seus melhores amigos. Ela ajuda Theo no momento difícil de luto, até a aparição de seu pai, que até então desaparecido e ausente na vida do protagonista.

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Theo (Oakes Fergley) e Sra. Babour (Nicole Kidman). Reprodução: Warner Bros Pictures

Ao pesquisar sobre o anel, o protagonista conhece Hobie (Jeffrey Wright), um restaurador de antiguidades, responsável por Pippa (Aimee Laurence), uma das crianças envolvidas no ataque terrorista.

O Filme percorre em duas linhas temporais. Hora mostrando Theo em sua forma adulta (Ansel Elgord) contando sobre as frustrações por ter perdido a mãe muito cedo. Boa parte do filme, ações do personagem são justificáveis pela ausência de uma figura maternal e paternal. Todas as ações do protagonista instigam um mistério na plateia, principalmente por não dizer exatamente como aconteceu toda a explosão. O enigma por trás do quadro faz com que Theo, nos deixe aflito tentando acompanhar todo o desfecho da história.

A carga dramática em torno dos personagens é notória, principalmente em torno de Theo, que desde o início muda o seu comportamento como resposta a cada trauma que caminha pela sua vida.

A escolha do elenco causa uma curiosidade na trama, já que temos Finn Wolfhard (estrela de Stranger Things), Sarah Paulson (de American Horror Story), a própria Nicole Kidman e Ansel Elgord (aclamado pela galera jovem pela sua atuação em A Culpa é Das Estrelas). Um elenco que orna muito bem durante toda a trama.

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Theo Decker em sua forma adulta (Ansel Elgord) Reprodução: Warner Bros Pictures 

A fotografia bem fria complementa muito bem as ações de suspense dos personagens. A trilha sonora trás um peso nas ações, principalmente nas lembranças da explosão do Museu, e na forma como isso é mesclado nas lembranças de Theo.

A durabilidade do filme é um tanto extensa, considerando o objetivo. Em alguns momentos o espectador pode se encontrar um pouco maçante pra encontrar no final, algo que poderia já ter sido entregue. Não que o filme tenha que ser todo exposto, mas algumas informações ausentes fazem com que o público não receba de fato a mensagem que o filme quer passear, e o apelo emocional.

O filme tem direção de John Crowley e estreia no dia 10 de outubro, assista o trailer:

 

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