Frozen nunca foi um filme de conto de fadas tradicional – Onde a princesa se apaixona pelo príncipe e tudo gira em torno do amor dos dois e o “Felizes Para Sempre”. Dessa vez a segunda parte da história vem contar um pouco da origem do reino de Arendelle e de uma floresta misteriosa onda há a presença de espíritos que comandam os quatro elementos: Terra, Fogo, Ar e Àgua.

Começamos a história e já somos jogados para as duas personagens na infância – que escutam seu pai contar sobre uma misteriosa guerra entre o povo da floresta e o povo do reino, após a construção de uma represa que seria o elemento chave para reunir os dois povos. Elsa então, já adulta, começa ouvir uma melodia misteríosa, que parece chamá-la e direção a floresta.

O filme é tão musical como o primeiro, mas as músicas parecem não tem o mesmo impacto quanto a trilha sonora do primeiro filme (nem mesmo a trilha sonora principal cantada por Elsa na trama principal). Uma coisa interessante também é o fato de não ser preciso que se assista o primeiro filme para entender o segundo. – Contextualizado por Olaf na cena mais engraçada do filme.

FROZEN 2
Anna e Olaf. Divulgação: Walt Disney Pictures

Um dos pontos altos, são as cenas envolvendo “Olaf”, o boneco de neve, dublado por Fabio Porchat na versão brasileira. Cada cena do personagem tem uma pegada cômica, com piadas que funcionam de uma maneira que é impossível não rir. Olaf também é um dos elementos importantes da trama e a cena mais dramática que o envolve pode arrancar lágrimas dos espectadores.

O roteiro no geral é bom, mas alguns elementos são apresentados e não são explicados de uma maneira linear, deixando algumas questões não resolvidas dentro da trama, que não são interessantes serem lembradas num possível terceiro filme da franquia.

O legal de se observar nesse filme é o amadurecimento de Anna, que deixa de lado o seu romantismo para salvar e proteger a irmã. Em determinado ponto, ela também se liberta dessa proteção parental e se torna uma das chaves importantes – se não a mais importante para o final da narrativa.

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Anna e Kristoff. Divulgaç;ao: Walt Disney Pictures 

As cenas de efeito são boas, a maneira como o fogo é representada é curiosa, fugindo do tradicional amarelo, azul e vermelho. O modo como a história é contada também é bem trabalhada, mesmo nas cenas do passado, é impossivel não se encantar os com os efeitos visuais.

No final saímos do cinema saímos com a ideia de que a Disney gostaria de ter feito uma continuação maior e mais grandiosa para a história das duas, mas que pecou tentando focar nisso. A trilha sonora passa despercebida, a história também não desperta uma curiosidade para uma terceiro filme ou para se questionar muitas questões apresentadas ao longo da história.

Nota: 6,0.

O filme estreia no dia 2 de janeiro, mas terá uma exibição exclusiva no painel da Disney na CCXP no próximo sábado dia 6 de dezembro. Confira o trailer:

 

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