Finalmente Star Wars – Ascensão Skywalker está entre nós. Sem dúvida, a nova geração pode sentir um pouco de perto a experiência de esperar o capítulo final de uma trilogia – exatamente como em 1983 com O Retorno de Jedi.

Podemos começar a nossa crítica falando sobre os trailers e toda a divulgação do filme feita pela Disney e pela LucasFilm, que foi perfeita. Esse método só atraiu os fãs da saga sem revelar o verdadeiro conteúdo desse filme ou qualquer outro momento importante da história.

Logo no início da história somos jogados para 1983, com a volta de Palpatine. Os Mortos falam! A Primeira ordem, liderada por Kylo Ren (Adam Driver) rastreia uma mensagem estranha com a voz do antigo imperador e vai atrás de respostas e em busca de matá-lo. Kylo está ainda mais inspirado em ser como seu avô, Dath Vader e governar a galáxia.

General Leia Organa (Carrie Fisher) and Rey (Daisy Ridley) Disney/divulgação

Rey (Daisy Ridley) aparece sendo treinada pela princesa Leia (Carrie Fisher) que ainda aparece muito bem introduzida na história através de computação gráfica e algumas cenas gravadas pela atriz antes de sua morte em 2016. O respeito que a saga tem com a Leia nesse capítulo final com certeza é o ponto mais forte do filme – que vai arrancar lágrima dos fãs.

Uma coisa interessante a se dizer que é que Rey quebra a estética de todo personagem principal de Star Wars em usar roupas pretas nos últimos filmes de suas respectivas trilogias, Rey usa uma roupa branca, indo contrario ao que já se era esperado pelos fãs.

Poe (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega) buscam por um espião na primeira ordem, que quer transmitir uma mensagem para a resistência, acompanhado do Chewbacca e C3PO, que é sempre o alívio cômico em todos os filmes da saga, com piadas que funcionam.

Finn (John Boyega) and Poe Dameron (Oscar Isaac) – Disney/Divulgação

O roteiro é incrivelmente grandioso, como já era esperado, mas existem falhas que podem comprometer o gosto de quem é realmente fã da franquia. Algumas questões são lançadas na história, que não são respondidas, deixando a curiosidade de re-assistir tudo e tentar entender o que realmente aconteceu.

O interessante é a carga feminina que o filme carrega. Duas novas personagens são introduzidas de maneira importante na historia: Zorri Bliss (Keri Russell) e Jannah (Naomi Ackie) que são chaves importantes para o desfecho da narrativa. Zorri é responsável por Poe tomar um novo arquétipo que combina bem com o personagem e também traz uma referencia de 1983.

A cena da batalha entre Rey e Kylo Ren que deveria ser um dos grandes pontos fortes da narrativa e ser uma alusão entre a épica batalha entre Obi Wan Kenobi e Anakin, se tornou cansativa e desinteressante, sem despertar muita a atenção de quem realmente deveria ganhar.

Disney/divulgação

No geral a história é cheia de referencias a todos os outros filmes da franquia, definindo bem uma linha temporal na história. Mas, o capítulo final pode deixar dividido entre alguns admiradores de Star Wars num geral. É um filme que fala sobre origens, o que é realmente importante para a narrativa inteira.

Ascensão Skywalker traz uma construção perfeita de personagens, não só entre Jedi e Sith, mas de uma maneira geral, introduzindo também mais mulheres a história, com papeis importantes. É o fim de ciclo que muitos estiveram inseguros em assistir, desde o início da nova trilogia, mas que finaliza de uma forma bem executada.

Nota final: 8.0

Star Wars – Ascensão Skywalker chega aos cinemas no dia 19 de dezembro, assista o trailer:

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