Ameaça Profunda conta a história de um grupo de pesquisadores se encontra num laboratório subaquático a onze mil metros de profundidade, quando um terremoto causa a destruição do veículo e expõe a equipe ao risco de morte. Eles são obrigados a caminhar nas profundezas marítimas, com quantidade insuficiente de oxigênio, para tentarem sobreviver. No entanto, conforme se deslocam pelo fundo do mar, descobrem a presença de uma criatura mortal. 

Começamos o filme e damos logo de cara com Norah Price (personagem protagonizada por Kristen Stewart) em um pequeno monólogo sobre o ceticismo e a tentativa de construção de uma mulher forte e independente que arrisca a sua vida em alto mar. De início, é fácil se afeiçoar a personagem , que poderia ter um destaque ainda maior nas cenas seguintes.

Nora Price (Kristen Stewart) em Ameaça Profunda – Divulgação: Fox Film do Brasil

A narrativa não contextualiza Nora, não traz uma identificação de quem ela é, e qual seu real motivo para estar em alto mar. Ao desenrolar do roteiro percebemos a mesma falha de Kristen: Se parecer com Bela Swan de Crepúsculo, com as mesmas expressões, o mesmo tom de voz e as mesmas ações. (Se Panteras foi um filme de quebra desse arquétipo, Ameaça Profunda trás de volta).

Somos jogados para um grupo de exploradores que se encontram entre os escombros da explosão do laboratório – novamente a história não contextualiza quem são eles e o que realmente estão fazendo ali. A trama não coloca a importância e cada um – apenas diálogos desconexos e ações que não funcionam que tornam o filme ainda mais cansativo.

Grupo de pesquisadores que lutam pela sobrevivência em em Ameaça Profunda – Divulgação: Fox Film do Brasil

Um dos personagens – Paul Abel (TJ Miller) que a história tenta criar uma identificação e torná-lo memorável, é o alívio cômico do filme – que não funciona. Todas as sua piadas são em momentos desnecessários e não conseguem atingir o seu objetivo. A falta de identificarão do personagem faz ele um grande desperdício pra história (carregando um coelhinho de pelúcia que ninguém entende o porquê).

As cenas de tensão também não são comoventes, não há um tempo de respiro, tornando a história sufocante e cansativa. Os efeitos gráficos são de qualidade muito baixa, o que causa um certo questionamento do espectador.

Ameaça Profunda juntamente com Ad Astra que seriam os grandes “nomes” da Fox em ficção cientifica começam a colocar em xeque a qualidade de filmes produzidos pela empresa, o que pode ser perigoso para os próximos lançamentos.

Ameaça Profunda chega aos cinemas no dia 9 de janeiro.

nota: 4,0

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