No dia 5 de março desse mês chegou aos cinemas a animação “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” da Disney/Pixar, que conta a aventura dos irmãos Ian (Tom Holland) e Barley Lightfoot (Chris Pratt) ao tentar trazer o seu pai falecido de volta por algumas horas. A narrativa traz uma pegada emocional importante, principalmente sobre auto confiança e amor próprio. O filme também traz o primeiro personagem LGBTQA+ assumido: a policial Specter.

Tivemos a oportunidade de bater o papo com Wirley Contaifer que da a voz da versão brasileira de Ian Lighfoot, personagem que no início do filme se sente excluído pensa em seu pai já falecido. Wirley é o dublador oficial de Tom Holland, sim, ele mesmo – O Homem Aranha.

Ele contou pra gente como é estar em Dois Irmãos e como funciona o processo de dublagem de uma animação como essa.Começamos perguntando como é dublar um personagem como Ian que passa uma mensagem muito importante para os espectadores:

Particularmente, em nada interfere ele ser feito de tinta, ou ser um elfo azul, cercado de unicórnios e com um cajado na mão; eles são de verdade pra mim e isso me faz dispensar as suas linhas na mesma proporção. As animações que a Disney assina, principalmente em união com a Pixar, fazem as expressões e sentimentos tomarem uma dose de verdade extra. Tudo é muito intenso e muito definido, logo, devemos ser equivalentes, para dizer o mínimo.

Afirmou Wirley.
Raphael Rossatto e Wirley Contaifer são as vozes brasileiras de Barley e Ian Lightfoot em “Dois Irmãos -Uma Jornada Fantastica”

Perguntamos se é mais difícil se adaptar a voz do Tom Holland em personagens diferentes do Homem Aranha, já que Ian Lightfoot tem uma abordagem bem diferente do amigão da vizinhança:

Bem difícil, sim, embora defenda que todo projeto, personagem e ator têm seu grau de complexidade defendido. Existe uma particularidade na voz do Tom, que o põe verdadeiramente desafiador, na hora de tentar alcançá-lo em timbre e em suas especificidades vocais; a voz dele é muito jovem e quando ele se coloca em trabalhos de voz original (quando a voz é gravada antes da animação), isso se acentua ainda mais, incontestavelmente. Assim sendo, ser aprovado em um teste para dublá-lo, tal como foi em “Dois irmãos” é para mim uma forma literal de sair do chão.

Wirley também contou como funciona dublagem de uma animação como da Pixar:

Gravar esse projeto conseguiu desenhar um caminho, pelo qual penso nunca ter passado. Thiago Longo, diretor de dublagem deste projeto, foi de uma atenção aos detalhes tão grande que chega me causou assombro (positivamente falando, claro). Os projetos da luminária-com-vida são medidos em realidade! Logo, as expressões e as emoções são estabelecidos em nível máximo, e com isso, até o silêncio tem som. Logo, gravamos e regravamos as linhas do Ian e seus diálogos, um grande número de vezes até que chegássemos ao que gravei por último e que está disponível em “Dois irmãos”.

Não dublamos somente a boca em movimento, mas os olhos, as sobrancelhas e tudo que fala além do tradicional“. Afirmou Wirley

Perguntamos se teve alguma parte do filme que o emocionou:

Indiscutivelmente. Acho o final, em sua maioria, é impossivel não mover algumas lágrimas com o desfecho da história! Mas também acho que o Ian em si é muito comovente também, falando sobre o pai, algumas vezes ou caminhando cabisbaixo. Uma parte que comoveu primeiro, ainda em estúdio, foi a parte em que o Ian coordenou as falas soltas ditas por seu pai, no passado, em uma fita K-7, para corresponderem a um diálogo imaginário com o pai que ele nunca teve diante de si, no dia de seu aniversário de 16 anos. Tivemos que pausar a gravação para uns goles de café e para recuperar nosso ar, porque muita coisa emergiu em nós – o que prova que a Pixar segue imbatível na fórmula de fazer sentir o que eles expõem.

 “Eu tive a enorme bênção de assistir esse longa, tendo meu pai do lado, mas só de imaginar que muitos veriam sem ter a mesma chance que eu, me machucou com profundidade e me fez chorar antes do filme ser compartilhado – por essas pessoas e pelo Ian.” concluiu ele

E pra finalizar, ele deu uma dica para o que as pessoas que querem assistir Dois Irmãos precisam ter em mente:

Acho que as pessoas não devem se guiar pelos números modestos que o filme fez em sua abertura mundial (usando isso como um “eu devo/não devo assistir”), pelo barulho discreto que muitos têm defendido que o filme tem feito até aqui, nem devem pensar que é um filme flopado, e para crianças, somente. A melhor parte desse compilado de palavras anterior é que quem se sentou diante do filme, em suma, e o “passou para dentro”, entendeu que as palavras ditas antes são o extremo oposto de sua realidade em curso. “Dois irmãos” fizeram indiscutivelmente o seu mapa perfeito sobre “uma jornada fantástica” que eles traçaram por terem sido guiados por suas crenças, por terem estado acima de suas diferenças e por terem sido exemplos de “quem venceu na vida” por não ter tido tudo o que esperavam à disposição de suas realidades, mas por terem ao mesmo tempo tido tudo que eles precisavam para seguir em frente, para se tornarem o melhor que eles poderiam ser – e foram, e estão sendo e sempre serão, toda vez que “Dois irmãos” estiver sendo assistido outra vez!

Dois irmãos: Uma Jornada Fantástica está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Assista o trailer:

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