Como dito aqui em resenhas anteriores, um bom álbum precisa de uma boa abertura e o Chromatica de Lady Gaga já entrega bem isso. Já somos jogados para um instrumental antes de introduzir os vocais da mamãe monstro – muito semelhante a “Sunrise” do Everday Life de Coldplay, anunciando o início de algo estrondoso.

Alice: E o estrondo vem! Pra quem ouve essa música pela primeira vez já recebe o impacto dos vocais de Gaga, puros, sem qualquer alteração de estúdio – um grito de liberdade em “Chromatica”, exatamente da forma que ela descreve essa música. Já somos impactados pra que exatamente o álbum vai apresentar – batidas de Vouging e Drag Music repaginadas, mas respeitando as sonoridades originais desses estilos.

Stupid Love: Muitas críticas foram feitas quando Gaga escolheu essa como lead single, mas analisando-a dentro do contexto, Stupid Love é um belo “preview” do que realmente o álbum se trata. O lançamento dessa faixa como single foi muito bem pensado, como uma introdução do que estava e ainda está por vir.

Rain on Me: O objetivo dessa faixa é bem simples e foi atingido com o sucesso: atingir um público mais jovem com Ariana Grande, tornando a música mais comercial, mas sem fugir da estética do álbum. A musica também fala sobre liberdade e superação – encaixando com as duas faixas anteriores – um casamento perfeito dos quinze primeiros minutos do Chromatica.

Free Woman: Estamos em 1990 ou em 2020?! A sonoridade de Free Woman é impressionante! É um total resgate ao ritmo que tomou conta dos bailes LBTGQ+ em Nova York e ganhou proporção mundial. Arrisco a dizer que essa faixa é um dos pontos fortes do álbum, podendo se tornar um monstruoso single no topo dos charts nos próximos meses.

Fun Tonight: Uma balada virtuosa que mostra bem os lindos vocais de Gaga antes de finalizar o primeiro ato do álbum (sim, o Chromatica é dividido por atos) – Sem dúvida, a mamãe monstro investiu nessa por parecer sonoramente com algumas músicas de seus álbuns anteriores como The Fame – para aumentar a nostalgia e matar a saudades dos fãs.

Chomatica II/911: Interlude focada a levar o álbum para uma vibe mas futurista. 911 tem uma sonoridade mais eletrônica, com sintetizadores na voz da Gaga. – Um pouco parecido com a proposta que teria dado certa no Artpop se bem trabalhada.

Plastic Doll: A sonoridade futurista continua, mas a faixa não prende tanto quanto as anteriores, mas é um bom intervalo para “Sour Candy”.

Sour Candy: Se tem uma coisa que Gaga acertou nesse álbum, foram as parcerias. Mais uma vez tentando atrair o público mais jovem, ela convidou o BlackPink para colocar um pouco de mágica em sua obra – e funcionou! Trazendo a sonoridade do Kpop junto com a estética vogue do álbum, a faixa é um ponto forte, que vai ficar marcado na era Chromatica – sem dúvida Gaga tem mais um #1 nas mãos.

Enigma: Levando o mesmo nome da sua residência em Vegas, Enigma tem uma sonoridade parecida com faixas do “Born this Way”, Sem dúvida foi pensada como uma introdução de uma possível tour que a cantora fará após a quarentena. Ela traz um groove gostoso bem parecido com que estamos vendo em faixas do Future Nostalgia e de outros álbums lançados em em 2020.

Replay: parece uma faixa fora de contexto, tem uma boa produção, mas parece não combinar muito com o fechamento do 2º ato. Gaga fala sobre suas cicatrizes e monstros que sempre a acompanharam ao longo da vida.

Chomatica III: Mais um interlude para iniciar o terceiro ato do álbum com presença de violinos fortes que antecedem: Sinner From Above.

Sinner From Above: Gaga procurar uma faixa que parecesse jovial e empolgante para dividir os vocais com o Elton John. “Quando eu era jovem, me sentia imortal”. É um bom dueto para passar uma mensagem importante em fim de álbum.

1000 Doves: Parece o “pop perfection” para se superar uma situação difícil. Voz da Gaga limpa, com vocais bonitos de serem apresentados.

Babylon: Sonoridade parecida com algumas músicas dos 90, trazendo de volta a pegada “Vogue” do início do álbum – para encerrá-lo com coação e aclamação! Provavelmente uma boa musica para se ouvir antes de ir pra balada pós quarentena.

Considerações finais: Chromatica traz o que todo mundo esperava de Gaga, de um jeito ainda melhor. Ainda é cedo para dizer, mas e a videografia for tão impecável quanto o álbum – ela pode trazer pra casa o Grammy de “Álbum do Ano” e alguns outros em categorias menores como “Gravação do ano” e “Melhor Colaboração” por “Rain On Me”.

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